"Hoje eu adoro falar. E falo demais, sobre todos os assuntos. Principalmente quando não devo, quando não querem. Só depois eu vou lembrar que devo ter falado besteira. Mas não ligo, não. Falo mesmo, me contradigo.
Amanhã... Amanhã sou tímida demais pra falar qualquer coisa. Não tenho assunto, sabe como é. Prefiro ficar quieta. Faz bem perceber que minha opinião não teria encaixado bem no momento.
É, melhor ficar no meu canto. Eu, diferente? Loucura da sua cabeça. Eu tô igualzinha, querido, só não tô a fim de falar."
A cada momento eu me sinto diferente, é uma palavra desencaixada que me faz mudar de humor. É um sorriso atravessado, um olhar que escapa e lá se vão meus sorrisos... Acreditem, eles não são falsos. Eles são passageiros. Essa instabilidade me deixa triste, mas talvez seja minha tristeza que me faz feliz. Já me apeguei a ela. "Me serve de companhia", como diria a senhora que cuida de vinte e cinco gatos.
E a cada dia eu me sinto menos pertencente e com mais pertences. Parece que eu só consigo me encontrar comigo mesma, e isso é tão bom.
Não é que eu me veja sempre sozinha, nem que as minhas amizades e meu afeto não sejam verdadeiros, muito pelo contrário... Eu preciso que eles pertençam a mim.
Aliás, eu me apego demais a todo sentimento. O que nasce em mim não morre tão cedo. Já pensei que fosse igual erva daninha, mas não é só mal, é tipo margarida... Dá pelo campo... Bem me quer, mal me quer.
É, melhor ficar no meu canto. Eu, diferente? Loucura da sua cabeça. Eu tô igualzinha, querido, só não tô a fim de falar."
A cada momento eu me sinto diferente, é uma palavra desencaixada que me faz mudar de humor. É um sorriso atravessado, um olhar que escapa e lá se vão meus sorrisos... Acreditem, eles não são falsos. Eles são passageiros. Essa instabilidade me deixa triste, mas talvez seja minha tristeza que me faz feliz. Já me apeguei a ela. "Me serve de companhia", como diria a senhora que cuida de vinte e cinco gatos.
E a cada dia eu me sinto menos pertencente e com mais pertences. Parece que eu só consigo me encontrar comigo mesma, e isso é tão bom.
Não é que eu me veja sempre sozinha, nem que as minhas amizades e meu afeto não sejam verdadeiros, muito pelo contrário... Eu preciso que eles pertençam a mim.
Aliás, eu me apego demais a todo sentimento. O que nasce em mim não morre tão cedo. Já pensei que fosse igual erva daninha, mas não é só mal, é tipo margarida... Dá pelo campo... Bem me quer, mal me quer.
4 comentários:
"Me serve de companhia", como diria a senhora que cuida de vinte e cinco gatos."
Ser estável e cuidar de um gato, todo mundo cuida... agora cuidar de 25 gatos... não é pra qualquer um.
Pense nisso =)
teu blog é tão.. branco
Gosto de pensar nas árvores no outono. Elas mantém os galhos e trocam folhas todos os anos...
por isso vivem mais do que nós.
Eu também acordo diferente todos os dias. E coitado de quem não muda nunca.
=D Lindo.
As vezes, muitas na verdade, isso faz mau. Mas também sou assim! Sinto demais, penso, em determinados momentos, de menos. Com menos razão.
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