quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Hoje eu adoro falar. E falo demais, sobre todos os assuntos. Principalmente quando não devo, quando não querem. Só depois eu vou lembrar que devo ter falado besteira. Mas não ligo, não. Falo mesmo, me contradigo.
Amanhã... Amanhã sou tímida demais pra falar qualquer coisa. Não tenho assunto, sabe como é. Prefiro ficar quieta. Faz bem perceber que minha opinião não teria encaixado bem no momento.
É, melhor ficar no meu canto. Eu, diferente? Loucura da sua cabeça. Eu tô igualzinha, querido, só não tô a fim de falar."


A cada momento eu me sinto diferente, é uma palavra desencaixada que me faz mudar de humor. É um sorriso atravessado, um olhar que escapa e lá se vão meus sorrisos... Acreditem, eles não são falsos. Eles são passageiros. Essa instabilidade me deixa triste, mas talvez seja minha tristeza que me faz feliz. Já me apeguei a ela. "Me serve de companhia", como diria a senhora que cuida de vinte e cinco gatos.
E a cada dia eu me sinto menos pertencente e com mais pertences. Parece que eu só consigo me encontrar comigo mesma, e isso é tão bom.
Não é que eu me veja sempre sozinha, nem que as minhas amizades e meu afeto não sejam verdadeiros, muito pelo contrário... Eu preciso que eles pertençam a mim.
Aliás, eu me apego demais a todo sentimento. O que nasce em mim não morre tão cedo. Já pensei que fosse igual erva daninha, mas não é só mal, é tipo margarida... Dá pelo campo... Bem me quer, mal me quer.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

amor


"Então Charlie Brown o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul...
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor."