domingo, 13 de dezembro de 2009

E então eu concluo: Não, eu não tinha me encontrado. Agora foi que eu me encontrei. Afinal, a quem estava querendo enganar? Eu não estava feliz. O que me faz feliz é sorrir, é ver as pessoas sorrirem, é fazer as pessoas sorrirem. Não é ficar na biblioteca. O que me faz feliz é sentir o vento, é brincar com a Isadora, é chorar de rir. Não é ficar na biblioteca.
E eu não quero que as coisas cheguem até mim, não quero nem aquele cara. Sinceramente, não estou precisando mais daquele cara e de nenhum outro. Só estou precisando ficar sozinha, sem um monte de temas pra fazer, trabalhos pra preocupar e gente pra incomodar. Eu queria ficar um pouco quieta, fazendo o que dá vontade, rindo, correndo das borboletas... Queria explodir meu telefone, me livrar dessa escola, pegar meu travesseiro, o Tommy Bacon, minha calça jeans, meu moletom do Pluto, meu All Star xadrez, meu MP3 rosa, minha caneca do Pequeno Príncipe, meu violão, meu caderno do Puff e minhas canetas coloridas (paraguaias) e... sumir. Sumir daqui.
Queria sorrir pra lá, onde ninguém me conhece.
Cíntia emo again.
Tudo bem, ainda queria sentir a risada de quem eu conheço...
Mas duas semanas comendo brócoli num lugar longe daqui, estaria na medida...

Marley & Eu

"Um cachorro não precisa de carrões, de casas grandes ou roupas de marca. Um graveto está ótimo pra ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro...Dê seu coração pra ele e ele lhe dará o dele.
De quantas pessoas você pode falar isso?

Quantas pessoas te fazem se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas te fazem se sentir extraordinário?"

Andei pensando durante esse domingo... Quantas pessoas são simples o bastante pra agirem assim? Quantas pessoas você pode olhar nos olhos e sentir o que está falando? Quantas pessoas têm vontade de te ajudar quando você se sente inseguro?

Ao menos eu, posso contar nos dedos quem eu conheço que faz isso. Se as pessoas fossem mais simples, se elas buscassem a real essência delas, que é essa, o imaterial, é bem provável que todos seríamos mais felizes.
Isso não é regredir, não é voltar a ser selvagem. É progredir, é admitir que
o mundo é melhor quando as coisas são naturais. É garantir a ordem natural das coisas e fazer parte do que te faz bem, porque o que se leva dessa vida vai muito além das roupas que você veste ou dos carros que você compra.
O que se leva dessa vida é o que está na memória...